quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

7 dicas para ser um bom Narrador ou Mestre de RPG em seus jogos


Qualquer um pode jogar RPG, claro que há jogadores melhores do que outros, uns possuem uma melhor imaginação, sabem interpretar melhor o personagem, sabem construir bons personagens ou até mesmo são inteligentes para tomar as melhores decisões.
Dá mesma forma há Narradores ou Mestres, como preferir, melhores que os demais. Mas no RPG, o que conta muito é a experiência, bom senso e cultura geral. Pensando nisso, nós do GeekRPG, estamos disponibilizando umas dicas para praticarem as narrativas desenvolvendo seus enredos.

  1. Desenvolva bem a história:
Muitos Mestre devido a preguiça não desenvolvem uma história coesa, simplesmente expõem um ambiente, com seus acontecimentos e lançam os jogadores no meio. Uma história bem elaborada tem que ter um pano de fundo, tem que ser profunda e envolvente. Para isso é necessário aprofundar, estudar o ambiente aonde vai acontecer o jogo, preparar possíveis locais em que os jogadores irão passar. É neste momento que se elabora, a história do lugar, como tudo aconteceu, os motivos do vilão, caso tenha um, e principalmente, um bom Mestre associa os acontecimentos com os personagens e suas histórias, claro que para isso os jogadores já terão que ter feito as histórias.
Os pedaços da história serão soltos aos poucos durante o desenvolver do enredo, por isso precisam estar firmadas com uma boa base, para que não tenha incorência, como do tipo, qual o motivo do laboratório fazer testes em uma pequena cidade no próprio país ao invés de jogar o vírus em um país inimigo ou subdesenvolvido.
O Mestre tem que saber o momento de lançar informações do jogo, segurar demais, pode desestimular os jogadores que estão em uma confusão e nem sabem o motivo, e soltar as informações todas pode acabar com elementos surpresas que poderiam ser muito bem trabalhados durante o jogo.

  1. Deixe materiais de consulta acessíveis:
Faça uma pesquisa profunda e colha o máximo de informações possíveis, como imagens, pessoas, locais, itens importantes, trilha sonora, dentre outros, Deixe tudo de fácil acesso para ser sempre consultado quando precisar.
Hoje a internet ajuda muito com conteúdos, logo uma lista de links ajudam muito. Não se tem desculpas para desenvolver boas histórias com materiais completos que ajudam os jogadores a visualizarem o jogo.

  1. Selecione bons jogadores:
Os jogadores são importantes para o desenvolver do enredo, já que eles tomam decisões pelos personagens que interpretam. Logo, é fundamental selecionar para jogar os melhores jogadores possíveis.
Evite jogadores que criam personagens só para se aparecerem, fazendo personagens fortões, ou jogadores mimados que querem ter tudo e conquistar o que ainda não tem, não esquecendo de evitar os jogadores com atitudes infantis que sempre prejudicam o jogo.
Caso não possa evitar tais jogadores problemáticos, arrume um jeito de freá-los, a criação de personagem é ótima para tal, peça justificativas como o motivo de um médico ser tão bom com armas de fogo, ou como um entregador de pizza acumulou todo esse dinheiro. Durante o jogo pode corrigi-los de acordo com suas atitudes insensatas.
Vale ressaltar que há jogadores iniciantes, cabe ao Mestre perceber isso e instruí-los como se desenvolverem como bons jogadores, sempre conversando sobre suas atitudes.

  1. Criatividade se pratica:
Criatividade é um dom nato, mas todos a possuem, é fundamental para o desenvolvimento social do ser humano, uns poucos outros muito. Mas o importante é que ela pode ser exercitada. O Mestre tem que ser criativo, para desenvolver um bom enredo e sair de situações inusitadas, sim, sempre tem um jogador que em algum momento resolver explodir tudo, e junto com o lugar, vai NPCs importantes, pistas, itens importantes, etc.
Existe vários exercícios para exercitar a imaginação na internet, caso tenho dificuldade. Mas nada melhor do que assistir um bom filme, jogar um bom jogo e ler um bom livro. Claro que você vai reaproveitar elementos básicos como as características de um NPCs, um local para ser um ambiente, um objeto, e não o enredo todo. Ou seja, se você assistir '28 Days Later', você não vai colocar o personagem num hospital quando a sua cidade foi devastada por zumbis, ou isso seria no “The Walking Dead’?

  1. Mantenha o enredo da história:
Falado acima a questão da inspiração, tudo no jogo precisa estar envolvido diretamente ou indiretamente no enredo, principalmente acontecimento envolvendo os personagens dos jogadores. Mantenha a história circulando o jogo, sempre citando um assunto específico, mesmo que ele esteja escondido por trás de uma série de acontecimentos.
Lembrando que o Mestre tem que saber trabalhar bem com o início, meio e fim do enredo, colocando o clímax no lugar certo e encerrando com um jogo de Mestre, ou seria de Narrador? É por isso que reafirmo que bons jogadores possuem o hábito de ler, bons livros ajudam a trabalhar nesta questão de abordar os elementos nos momentos certos.
Claro que as vezes será necessário e até proveitoso dar uma saída do enredo, use isso para os jogadores desenvolverem características de seus personagens que desejam, mas não podem devido ao ambiente do jogo. Ou até mesmo para quebrar o gelo, num jogo de horror, colocar uma sessão de humor, mais leve, ou vice-versa.

  1. Nunca pare de narrar na metade do jogo:
Talvez aqui esteja o erro que muitos Mestres cometem, compram um jogo novo, fica super empolgado, resolve narrar algo do tipo, mas logo a empolgação passa e ele deixa os jogadores na mão parando o RPG. Tente se manter inspirado, procure filmes, jogos, quadrinhos ou livros do tema. A inspiração é alimentada, sendo franco, você nunca vai se inspirar para um jogo com o tema criminalístico vendo apenas filmes de ficção científica. Se bem que dá para tirar umas boas sessões...
Lembra daquele conselho de que pode dar um tempo na aventura? Esqueça! Nunca conheci alguém que deu um tempo e que continuou depois. E mesmo que aconteça, o clima terá se perdido e muitas vezes algumas informações do jogo.

  1. Elabore um bom final:
O jogo está para ser encerrado, e cabe o Mestre ter noção da melhor maneira de encerrá-lo. Poderá não ser um final feliz, talvez dando um ar de continuidade, talvez descubra que o vilão não seja realmente o vilão.
O importante é que o desfecho da história tem que ser grandiosa, algo que os jogadores nunca se esqueçam. Quando sento com os meus amigos e conversamos jogos antigos, sempre nos lembramos de situações de clímax de jogo que terminaram bem, nunca os que acabaram de qualquer jeito ou os que nem sequer acabaram.
É necessário pensar bem como será o final do enredo, talvez não aconteça como planejou por uma série de causas, talvez os jogadores tomaram uma decisão diferente, ou os dados não contribuíram, eles não ajudam nestes momentos, pode ter certeza...
Fica aqui as dicas, lembrando que tudo é uma questão de prática, procurar obter a opinião dos jogadores ajuda, dá uma noção como está o desenvolvimento do jogo, fora que os jogadores podem não gostar de um tipo de enredo que abordou, isso ajuda a conhecê-los melhor, pois nem todos gostam de tudo da mesma maneira.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Por que o tema Zumbi fascina tanto?

Quem nunca viu um filme de terror com os mortos-vivos comedores de carnes que atacam todo o humano que aparece? A questão é que a algum tempo o zumbi virou tema popular e como consequência disso ou vice-versa, vive aparecendo nas telinhas.
Podemos dizer que o zumbi se popularizou como uma epidemia com Michael Jackson no clipe de 'Triller', ou começou com 'A Noite dos Mortos Vivos' em 1968, dirigido por George Romero?
A questão que o tema se alastrou como nos filmes e jogos, suas vítimas mal sabem de onde é a origem disso tudo, seja ela obra de feitiçaria, contaminação química, epidemia viral ou simplesmente alienígenas comedores de homens.
O tema foi abordado em músicas, filmes, quadrinhos, jogos eletrônicos, RPG e virou uma febre. Grandes sucessos como os jogos 'Resident Evil', 'Dead Rising' e 'Left 4 Dead'. Também os filmes como 'A Noite dos Mortos Vivos', 'Uma Noite Alucinante 4', 'Doghouse', '28 Days Later', 'Zumbis do Espaço' e 'Resident Evil' tiveram os seus temas corpos que voltaram dos mortos para trazer mais mortes.
Para quem não conhece a música 'Scream' da banda de Horror Punk 'The Misfits':

E quem não conhece a série em quadrinhos do 'The Walking Dead'? Que conta a história de um policial que entrou em coma e quando acordou sua pequena e pacata cidade foi destruída por zumbis, sem família e amigos ele tenta sobreviver, sozinho. A série em quadrinhos foi sucesso nos Estados Unidos e ganhou até uma versão nos seriados de tv com o mesmo nome, confira o trailer da série:

O tema Zumbi se popularizou tanto que virou até Flash Mob, confira os Zumbis em São Francisco:

A questão é que não importa daonde vieram, mas que estão aqui, na sua TV, no seu Vídeo Game, nos quadrinhos, nas músicas que ouve e até com os seus amigos jogando RPG. Fuja enquanto há tempo! Use abuse do tema, do clima de terror, da sensação de ser o único sobrevivente, ou da sensação de ser responsável pelos sobreviventes, de ver familiares amigos caminhando pelas ruas com as víceras para fora.
Para encerrar, veixarei disponível um vídeo interativo que narra uma história de zumbi, sendo que pode interagir com o vídeo nas decisões a serem tomadas, divirta-se!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Evento: Word RPG Fest

A Word RPG Fest é um evento cultural que reúne, além de aficionados em RPG, entusiastas e fã-clubes de séries como Star Trek, Star Wars, Arquivo X e também reúne praticantes e cultivadores da “cultura nerd” em geral como os fãs de “anime” e “mangá” (respectivamente, os desenhos animados e os quadrinhos japoneses), fãs de filmes e, enfim, fãs da cultura pop em geral.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tormenta RPG: Lançamento do livro Expedição à Aliança Negra

A Jambô anunciou o lançamento do livro Expedição à Aliança Negra. Escrito por Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e J.M. Trevisan, o livro de RPG contém uma série de informações sobre os goblinóides pertecentes a Aliança Negra como orcs, goblins, hobgoblim e bugbears, não esquecendo do temido General Thwor IronFist, além de aventura, regras, e uma novas raças, perícias e talentos.
Se deseja saber como Lenórienn ficou depois do ataque da Aliança Negra, precisa conferir este material. O livro pode ser comprado no próprio site da Jambô por apenas R$ 21,90.

Aprenda a jogar RPG com Marcelo Adnet

É difícil de acreditar, mas ainda há pessoas que nunca jogaram ou nunca viram uma sessão de jogo de RPG. Para estas pessoas postei este vídeo do Marcelo Adnet jogando RPG. Até para uem é jogador nato é válido ver, pois é cômico.

3D&T Alpha: O maior sistema de RPG brasileiro

Aqui no Brasil o RPG conquistou muitos jogadores, e inclusive possui sistemas brasileiros. Apresento aos que não conhecem o 3D&T (Alpha Defensores de Tóquio 3ª Edição). Produzido por Marcelo de Cassaro e lançado pela Editora Jambô, o sistema é ótimo para quem deseja aprender a jogar RPG, e também para os veteranos devido a possibilidade de explorar diversos temas do medieval a futurístico, do humor a terror.
Confira o livro abaixo:
Manual 3DT Alpha
Baixe o livro de graça aqui:

Lançamento: Super-heróis detonam em 2011 com DC Universe Online

Para quem curte quadrinhos e se amarra jogar com personagens super-heróis, foi lançado agora no inívio de 2011 o jogo DC Universe Online, um MMORPG para Playstation 3 e PC.
Os jogadores criam personagens super-heróis, com várias possibilidades em termos de aparência e poderes. Além de executarem missões ainda poderão interagir com heróis clássicos como Super-Homem, Batman, Mulher Maravilha e Flash.
Ainda não tem data de lançamento no Brasil. O valor do jogo deve chegar no valor de R$ 200,00 e a versão para Playstation 3 será distribuída pela NC Game.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cataclysm a nova expansão do World of Warcraft vende 4,7milhões de cópias

Lançado no dia 07 de dezembro de 2010 pela Blizzard, produtora do RPG on-line massivo (MMORPG) World of Warcraft, Cataclysm tem sido muitos aguardado pelos fãs do jogo.
A terceira expansão jogo em um mês vendeu 4,7 milhões de cópias em um mês, sendo que 3,3 milhões apenas no primeiro dia de lançamento. Fazendo a população do jogo subir para mais de 12 milhões de jogadores.
De acordo com Mike Morhaime, CEO e cofundador da Blizzard, Cataclysm foi a maior expanção e a mais ambiciosa também. Foram acrescentadas milhares de missões, novas raças, monstros, montarias, halidades e  regiões.
Confira os vídeos abaixo:

Raios! O que é RPG?

Role-playing game, também conhecido como RPG (em português: "jogo de interpretação de personagens"), é um tipo de jogo em que os jogadores assumem os papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente. O progresso de um jogo se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente. As escolhas dos jogadores determinam a direção que o jogo irá tomar.
Os RPGs são tipicamente mais colaborativos e sociais do que competitivos. Um jogo típico une os seus participantes em um único time que se aventura como um grupo. Um RPG raramente tem ganhadores ou perdedores. Isso o torna fundamentalmente diferente de outros jogos de tabuleiro, jogos de cartas, esportes, ou qualquer outro tipo de jogo. Como romances ou filmes, RPGs agradam porque eles alimentam a imaginação, sem no entanto limitar o comportamento do jogador a um enredo específico.
O RPG é um jogo pouco convencional quando comparamos aos jogos habituais. Em um teatro, os atores recebem seu guião (ou "script"), o conjunto de suas ações, gestos e falas, com tudo o que suas personagens devem saber e fazer. Você interpreta uma personagem de ficção, seguindo o enredo definido em um roteiro. Num jogo de estratégia, por outro lado, você está seguindo um conjunto de regras onde, para vencer, você precisa vencer desafios impostos por seus adversários - cada partida é única, já que é impossível prever seus movimentos durante o jogo. No RPG, esses dois universos se unem.
Como em um jogo de estratégia, há regras que o definem, e guiam aquilo que o seu personagem pode ou não fazer. A esse conjunto de regras chama-se sistema. Como no teatro, cada personagem tem uma história, e deve ser interpretado assim como fazem os atores. Diferente de um jogo de estratégia, você não luta contra um adversário específico, mas vive aventuras em um mundo imaginário. Diferente do teatro, você não segue um roteiro, mas age pelo seu personagem com liberdade de ação, limitado somente pelo conjunto de regras do sistema em questão.
Um grupo de RPG pode ter de duas até dez pessoas, as vezes mais. Não existe um número específico, embora a maioria dos grupos tenha uma média de 4 até 6 integrantes. No RPG, existem dois tipos básicos de jogadores muito bem definidos: O primeiro tipo é o jogador personagem, normalmente chamado apenas de "jogador", do Inglês "Player". Esse jogador é quem cria um personagem fictício, seguindo as regras do sistema escolhido por seu grupo, e controlará esse mesmo personagem pelas aventuras do jogo. (Em alguns Jogos de Interpretação, jogadores podem controlar mais de um personagem simultaneamente, embora seja incomum.)
O segundo tipo de jogador é o narrador, mestre ou GM (Game Master). Será ele quem criará a história e julgará as ações de todos os personagens do jogo. O narrador normalmente não possui um personagem próprio, mas controla todos os personagens não-jogadores da aventura - que seriam os coadjuvantes da peça de teatro. Enquanto o jogador tem uma atuação assemelhada àquela de um ator de teatro, o narrador seria o diretor e roteirista, aquele que define o cenário, figurantes, ambiente e tudo mais. Por isso mesmo, o narrador é aquele que deve conhecer as regras mais profundamente, e deve ser o mais experiente do grupo, normalmente seguindo um sistema de regras pré-determinado que o ajudará com os eventuais problemas e dúvidas que venham a surgir. Apesar do narrador seguir as regras de um sistema, ele pode quebrá-las, ignorá-las ou mudá-las em prol de uma fluidez no andamento da partida, baseando-se para isso no seu bom senso. Conhecer o máximo possível sobre o sistema facilita esse processo e evita arbitrariedades.
Cada sessão de RPG pode ser chamada de uma aventura. Uma sucessão de aventuras onde se usam os mesmos personagens mantendo a continuidade dos eventos torna-se uma "campanha". Cada jogador cria o seu personagem baseado no mundo e em suas regras pré-estabelecidas, que o narrador/mestre determinou, e viverá nele as suas aventuras. Ao término de cada aventura, o personagem recebe pontos de "experiência" (XPs), que representam o seu aprendizado. Estes pontos podem tornar o personagem mais forte, dando-lhe mais vantagens e habilidades. É por esse motivo que os mesmos personagens costumam ser usados em campanhas - uma vez que a progressão do personagem é evidente, diferente de várias aventuras isoladas em que cada personagem precisa ser feito do zero.
Existem muitos tipos diferentes de RPGs, e cada um possui as suas próprias regras. De forma geral, quando um jogador decide fazer alguma coisa, o narrador decide e narra para ele o resultado. Quando é uma ação complicada e/ou com grande chance de erro (como pular grande distância ou fazer uma acrobacia), o narrador pode exigir um teste, que é feito com uma jogada de dados. Estes representam o fator aleatório existente, a chance do personagem conseguir ou não realizar a ação pretendida. Cada sistema possui suas próprias regras para definir o sucesso ou falha de cada ação, calculando a probabilidade do resultado ser ou não favorável.
Fonte: Wikipédia